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    O blog Projetos para o Brasil visa ajudar a organizar o debate em torno do Brasil, suas contradições e perspectivas, à luz das ideias de um projeto socialista para o país.

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Archive for the 'Intervenções' Category

8o Congresso da Refundação comunista – Itália

Posted by waltersorrentino on 6th dezembro 2011

Saudação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

ao Congresso do Partido da Refundação Comunistra


Caras companheiras, caros companheiros


Recebam a saudação calorosa dos comunistas brasileiros, renovando os votos de amizade fraterna e esperança na luta de vocês.


Em primeiro lugar, este congresso se reveste de grande expectativa de que os comunistas assumam um protagonismo político elevado neste momento em que Itália vive tormentosos momentos de crise que assola os sistema capitalista e a Europa em especial, que poderá viver uma “década perdida” em termos de desenvolvimento e direitos sociais.


A queda de Berlusconi motiva grande interesse no Brasil. Cremos que o impasse é político, pois a Europa neoliberal constrange políticas nacionais soberanas. Só a luta política de classe pode apontar para o país e o mundo saídas progressistas, democráticas e patrióticas para a crise. Urge uma política ampla e combativa, que una os interesses dos comunistas numa coalizão eleitoral e social de esquerda, mas capaz de nuclear forças ainda mais largas para uma alternativa política à política neoliberal da União Europeia. Garantir os direitos do povo, reforçar políticas soberanas do país, combater pela paz mundial e avançar na democracia contra a cláusula de barreira eleitoral são medidas indispensáveis nesse rumo.


Vivemos neste século 21, uma nova etapa de acumulação de forças, de atualização da teoria e do movimento revolucionários. Nós, no Brasil, chamamos a esse desafio presente de uma nova luta pelo socialismo, depois das primeiras experiências do século 20.


Na América Latina e Caribe avançamos no fortalecimento da unidade dos comunistas e das forças de esquerda e progressistas; avançamos em projetos nacionais alternativos e em alguns países na orientação socialista destes processos nacionais; e avançamos na integração solidária do subcontinente.


No Brasil, o PCdoB é parte integrante, desde 1989, de uma aliança de esquerda com o Partido dos Trabalhadores, o Partido Socialista Brasileiro e o Partido Democrático Trabalhista, aliança esta que integra uma coalizão mais ampla, para conferir governabilidade de caráter democrático e progressista, desde 2003. Nos dois governos de Lula, até 2010, e neste primeiro ano do governo da companheira Dilma Rousseff, o Brasil promoveu a integração solidária e anti-imperialista da América do Sul  e da América Latina; reforçou a soberania nacional, uma maior democratização e retomou desenvolvimento

econômico e social, com a valorização do trabalho.


No novo mergulho que aprofunda a crise capitalista iniciada em 2007-2008, a presidente Dilma Rousseff reforça sua autoridade política e aponta para medidas de mudanças na política econômica e macroeconômica que podem representar um novo pacto político no país. Abre-se a oportunidade de superar os marcos de ferro da política de metas de inflação mediante os juros mais altos do mundo, em regime de câmbio flutuante sem defesa da moeda nacional e de superávits fiscais para assegurar o pagamento da dívida pública. Um regime que sangra o desenvolvimento acelerado em prol dos interesses do sistema financeiro nacional e internacional. Ao lado disso, são necessárias também profundas reformas democráticas no país, para levar adiante um novo projeto nacional de desenvolvimento.


Neste processo o PCdoB vem elevando o seu protagonismo político e social. Nos últimos anos, o Partido viveu um grande crescimento em sua influência política em todos os campos, seja da presença parlamentar e em governos em nível nacional e local, seja nos movimentos de trabalhadores e populares, seja na luta de ideias. Nas próximas eleições municipais de 2012, os candidatos do PCdoB lideram as pesquisas para as prefeituras de Porto Alegre e de outras importantes capitais; nos últimos seis meses o Partido passou de 270 mil filiados para mais de 350 mil filiados e em dois anos desde o último congresso aumenta o número de militantes em 30%.


O PCdoB luta por seu programa: o rumo é o socialismo, o caminho é a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, que assegure autonomia e soberania nacional, democracia e direitos ao povo. Sua legenda é “O Partido do Socialismo” em nosso país, décadas e concorremos com nossa legenda, nossa bandeira e nossos símbolos. Temos 14 deputados federais e 2 senadores, e ocupamos cargos estratégicos na Agência Nacional de Petróleo, no ministério dos esportes, nas agência do cinema e a do turismo.


Este avanço dos comunistas e das forças populares encontra a direita e seus principais instrumentos de ação política, os meios de comunicação monopolizados, em desespero, dispostos a tudo para conter o avanço da esquerda. Faz duas semanas que todos os meios de comunicação promovem uma campanha covarde e de enormes dimensões contra o Partido Comunista do Brasil e suas lideranças no Ministério do Esporte, que está conduzindo a preparação para a Copa do Mundo de Futebol e para as Olimpíadas.

Com uma campanha suja e abertamente anticomunista, com mentiras fabricadas e sem nenhum fato baseado na realidade, sem nenhuma prova ou testemunha séria, tentam desmoralizar e desacreditar um Partido que vai completar 90 anos em 2012. Isso causou revolta e indignação e obteve grande solidariedade de forças intelectuais e democráticas. Não aceitaremos que se manche nossa história. A única mancha que temos em nossa bandeira vermelha é do sangue de nossos militantes feridos, torturados e mortos. E sempre vamos honrá-los.


Caras companheiras e caros companheiros


Acreditamos que seria de grande valor, para os trabalhadores e o povo italiano, e também para a luta dos comunistas do mundo, o feito da unidade dos comunistas, em bases leninistas e revolucionárias, na pátria de Antonio Gramsci, além da unidade mais ampla da esquerda e das forças democráticas para tirar a Itália da crise, retomar desenvolvimento que consagre os direitos do povo, aprofundar a democracia.


Aproveitamos para deixar a vocês toda a solidariedade dos comunistas brasileiros com a luta dos trabalhadores italianos e europeus.

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Prosperidade, solidariedade e liberdade é o socialismo

Posted by waltersorrentino on 1st abril 2011

Ontem, em Recife, comemoramos os 89 anos do PCdoB na Câmara de Vereadores, proposição do nosso camarada Almir Fernando do PCdoB. Estiveram presentes muitos vereadores, centenas de militantes e amigos.

O discurso que proncuncei é o que segue.

O PCdoB comemora 89 anos, de vida e luta. A história de um partido, como afirmava Gramsci, é a história das lutas políticas e sociais de uma nação, contada pelo ângulo dos interesses de classe que esse partido representa. A istória dos comunistas em nosso país se confunde com a história política moderna do país. Desde as jornadas operárias de 22, das lutas pela reforma agrária, as lutas democráticas até o presente, em que propugna uma nação soberana, democrática e de progresso social, os comunistas se inseriram a fundo no cenário social e político do país, integrou todas as lutas que definem o Brasil, levantando a bandeira do socialismo, dos trabalhadores, do povo, da defesa da pátria na luta antiimperialista. São, por assim dizer parte da paisagem política brasileira.

O PCdoB é fruto da segunda modernidade brasileira. A primeira, aberta com as grandes sagas da luta pela independência, abolição e república, ocupou todo o século 19. Nela se forjou a nação e o povo brasileiro, povo novo e uno, integrado e mestiçado, numa das maiores nações do mundo, com território e língua única. Esse caminho foi temperado com as lutas heróicas e o sangue dos negros, indígenas e europeus que aqui se amalgamaram no povo brasileiro. O Brasil atraiu e atrai esperanças de todas as forças avançadas do mundo, pelo potencialidade das forças do povo e da nação.

A segunda modernidade foi tardia no país, premido pelos interesses das grandes potências imperialistas. Foi plasmada na célebre década de 20, com inúmeros levantes revolucionários de vastas forças, que culminaram com a revolução política de 1930. Na década surgiram os grandes órgãos de comunicação modernos presentes até hoje; igualmente a Semana da Arte Moderna; forjava-se a imagem renovada do país, levada a cabo nos anos posteriores. O PCdoB é fruto dessa saga, a irrupção do proletariado moderno como força social, portador de um projeto político autônomo para o país. A 25 de março, em Niterói, se consagrava o nascimento do mais antigo e permanente partido político do Brasil, o Partido Comunista do Brasil, então PCB. Refletia e irradiava a onda invencível das exigências de avanço nacional contra a estagnação da República Velha, e os grandes acontecimentos revolucionários do mundo, com a vitória das ideias de Marx e Lênin na velha Rússia. Constitui-se então a corrente dos comunistas em todo o mundo.

A razão de existir do PCdoB continua fincada nesses princípios: a representação dos trabalhadores e do povo, a defesa dos interesses nacionais e da soberania, da democracia e dos direitos do povo. Jamais deixamos de honrar essas bandeiras, ao preço de muitos sacrifícios. Mas hoje ele está mais maduro: segue na mesma luta com ideais retemperados e renovados. O Brasil precisa retomar a construção nacional, abrir um terceiro ciclo civilizatório, capaz de afirmar a nação brasileira soberana, desenvolvida, radicalmente democrática, integrada a seus vizinhos sul-americanos, retomar desenvolvimento avançado para suprir as enormes carências que ainda marcam o povo brasileiro. Superar as desigualdades sociais e regionais, afirmar a unidade indissolúvel do povo brasileiro acima de diferenças de etnia, religião, opções pessoais. Emancipar por completo essa grande força social que são as mulheres e os jovens. Colocar a intelectualidade a serviço do projeto de nação.

A modernidade brasileira ficou incompleta, inconclusa, pela condição de nação dependente. É preciso completá-la até suas últimas consequências. Ela será feita de prosperidade, solidariedade e liberdade para o povo brasileiro, sinalizará integração, paz e respeito entre os povos e nações. O Brasil pode ser o paradigma de um  novo mundo.

O PCdoB luta, para isso, pelo Programa Socialista. O Brasil precisa, segundo cremos, de um rumo e um caminho: um novo projeto nacional  tendo por norte o socialismo renovado.

Tiramos lições do primeiro ciclo de experiências socialistas, enfim derrotado. A principal é aplicar a ciência avançada à realidade nacional, de nossa história, da formação da nação, das particularidades econômicas e sociais, culturais e psicológicas do povo brasileiro. Nós nos orgulhamos, sim, de manter o ideal socialista atualizado, com princípios, mas manter a mente aberta para abrir-lhe caminho pela luta política e social concreta do país, com um tática ampla e flexível, capaz de unir verdadeiramente as forças avançadas da nação, o povo em primeiro lugar, para avançar no desenvolvimento, de que depende tudo que almejamos para o povo.

Hoje, a realidade brasileira é favorável para tanto. Há uma situação inédita que foi a terceira vitória eleitoral consecutiva das forças populares nas eleições presidenciais; mais: uma mulher na presidência da República. Em contraste com a situação mundial de crise, instabilidade, guerras e agressões, profundas assimetrias nas relações de poder e desequilíbrios econômicos, o Brasil se democratiza, desenvolve, reduz as distâncias sociais e regionais, integra-se a seus vizinhos, com uma política externa autônoma e soberana.

O Brasil está no rumo de grandes transformações que chamam a atenção do mundo. Há muito por fazer, todavia. É forçoso considerar, a partir da experiência histórica brasileira, que o caminho da afirmação nacional exige reunir amplas forças, e no seio delas carece-se de constituir  um núcleo programático com clareza e determinação para conduzir o projeto nacional com uma estratégia econômica determinada, que reposicione o país no rol das nações como pólo de maior liderança. Essa nossa luta, ao lado do governo Dilma e das forças de esquerda que lhe deram sustentação: assegurar a governabilidade com ampla base de apoio ao governo e constituir o centro de gravidade de um governo avançado. Com a luta social e a luta de ideias, com o apoio e a crítica, o PCdoB luta pelo êxito do governo Dilma como modo de abrir caminho para efetivar o projeto vitorioso nas urnas.

O PCdoB propõe lutar pelas reformas estruturais democráticas capazes de saldar os défices democráticos e sociais a partir de arrojado plano de desenvolvimento acelerado. Clama pela reforma da educação e saúde, pela democratização dos meios de comunicação, pela reforma urbana e agrária, pela democratização do sistema partidário, assegurando o pluripartidarismo democrático, com voto em lista e financiamento público, único capaz de fortalecer os partidos políticos e garantir a expressão de todas as forças da nação.

Assim quer ser conhecido pelo povo, falar a todos os trabalhadores e toda a sociedade. Assim tem acumulado forças.

Aos 89 anos, abrimos as comemorações dos 90 anos. Vamos lutar ainda mais pelo fortalecimento do PCdoB no país, cuja atuação tem sido sempre um termômetro inconteste da democracia brasileira. Queremos ser partido de esquerda capaz de reunir inteligência, convicção, talento político e compromisso militante em torno desse projeto e programa.

O PCdoB permanece sendo um partido de militância, nosso principal tesouro. Atua para acumular forças, na luta política e institucional, na luta social, na luta de idéias. Somos um partido socialista, não importa quanto tempo durará essa luta e por quais caminhos. É impressionante como esse debate sobre a organização política tem ocupado pouco espaço na esquerda brasileira, no sentido de renovação a adaptação. Nós vamos enfrentar isso. Porque cada tempo coloca seus próprios desafios: queremos estar livres dos condicionamentos modelados por outra época ou desafios estratégicos de outro molde. Somos um partido do presente para antecipar o futuro. Por isso fazemos o nosso esforço de renovação de concepções e práticas de partido, renovação de cultura política, voltada para os desafios do tempo.

Hoje somos mais de 300 mil no país. Almejamos chegar a 500 mil até o 13º Congresso. As portas do partido estão abertas a todos quanto abracem essa perspectiva, reforçando o sentido estratégico de nossa luta e o caráter unitário do projeto dos comunistas.

Companheiras e companheiros

Quando pensamos no futuro não esquecemos o passado. Não nos esquecemos dos que deram o melhor de suas energias e até a própria vida para que chegássemos até aqui. A eles nossas homenagens vivas, que se expressam no compromisso de seguir adiante com a luta. Este é o partido de Otávio Brandão e Astrogildo Pereira e Cristiano Cordeiro, fundadores; de Luis Carlos Prestes,  herói do povo brasileiro, e Gregório Bezerra. De Jorge Amado e Graciliano Ramos, de Pagu e Cândido Portinari. De Maurício Grabois e João Amazonas, de notáveis ideólogos que marcaram a história do PCdoB indelevelmente. De Pedro Pomar e Elza Monnerat. É o partido que defende a perspectiva desse que é o brasileiro vivo mais ilustre da nacionalidade, Oscar Niemeyer, sempre jovem e sábio, generoso e comunista. Mas também de enorme contingente de militantes comunistas, anônimos ou não. Reinvindicamos essa história marcada por vicissitudes terríveis, acertos e erros, porque nos orgulhamos dela e de tê-la conduzido à afirmação que marca a legenda do PCdoB na atualidade.

O PCdoB, dizia, chega mais maduro, experiente e ainda mais compromissado com os trabalhadores, o povo e a nação, aos 89 anos. Não podemos deixar de sorrir diante dos “exageros da notícia da morte do socialismo e do partido comunista”, como diria o astuto literato G.B.Shaw.

Seguimos sendo um partido dos trabalhadores e do povo, das mulheres e jovens, dos trabalhadores e intelectuais, que luta pelo socialismo, com a cara dos brasileiros. A saída é o socialismo. O Brasil precisa disso. O Brasil necessita de uma forte e influente esquerda, e o PCdoB busca qualificar-se para isso.

Esses são os bons augúrios desta comemoração de nosso ingresso no nonagésimo anos de vida e luta.

Agradeço, mais uma vez, a iniciativa desta sessão e a presença de tantas autoridades, militantes e amigos, que reforçam nossa disposição.

O Brasil vencerá, o povo será o artífice maior da nação, o socialismo vencerá.

Muito Obrigado

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PC do Uruguai insta Frente Amplio a cumprir seu programa

Posted by waltersorrentino on 6th dezembro 2010

O 29º Congresso do PC do Uruguai terminou neste domingo, em meio a debates de importância sobre as perspectivas do país e governo. Eduardo Lorier, senador e secretário geral do partido, proferiu discurso de abertura que alcançou repercussão intensa na imprensa do país, embora tratado em tons forçados.

Lorier faz críticas à orientação do ministro da economia, homem forte do governo Pepe Mujica, dizendo que o governo está atrasado em graus comprometidos com a construção de uma realidade econômica independemnte. Sabendo valorar os êxitos alcançados e a unidade da Frente Ampla, advertiu que não se deve esperar do PCU nenhum seguidismo, nem tampouco travar a roda do governo. Em uma palavra, ele reclamou do FA e do presidente Pepe Mujica o respeito ao programa do FA. A imprensa registra que isso significa uma crise no interior da Frente.

Não é bem assim, mas há tensões certamente. O PCU e o MPP (movimento do qual provém Mujica, dos tupamaros) acederam em levar ao tribuna disciplinar da Frente o caso de ex-chanceler acusado, de alguma maneira, de tráfico de influência. Proclamando a ética necessária para não desgastar o governo, o fato motivou duras críticas de outros setores do FA ao PCU. Igualmente, o governo parece empenhado em reduzir o poder grevista dos funcionários públicos, batendo de frente no caso com o PIT CNT, central sindical dirigida por um importante líder do FA e do PCU. Lorier antecipou na noite de ontem serem inaceitáveis tentativas de criminalizar os movimentos sociais e grevistas.

Cobrar os “atrasos, erros e inconsistências” do governo é importante para o PCU que tem um patrimônio político e moral indeclinável nesse sentido. Foi um dos artífices da derrota do governo, na presidência de Tabaré Vásquez, do Tratado de Livre Comércio com os EUA, além de outras conquistas sociais quanto ao salário, alíquotas de imposto de renda e sobre as cooperativas. Bate-se por diminuir a dependência econômica do país e a defesa do mercado interno, enfrentando-se também com o superávite primário e as questões de defesa da moeda do país. No plano democrático, é incontornável a defesa do PCU por revogar os crimes da ditadura.

Mas parece que o principal problema político, inesperado, é a tentativa de rever os critérios do FA, no qual 50% obrigatoriamente é integrado pelos movimentos sociais. Essa é uma das forças do PCU, a mobilização de base na disputa interna do FA que se estende aos rumos do governo.

O congresso se encaminha a consolidar esses resultados, levando uma vez mais o senador Lorier a encabeçar o esforço da nova direção partidária a ser eleita. Os debates, a par de acesos, parecem confirmar o rumo apontado pelo líder.

Em almoço que compartilhamos com ele, os desafios em comum e similitudes entre os processos políticos brasileiro e uruguaio foram temas da conversa fraterna, tendo sido destacado a crescente imbricação entre os rumos econômicos dos dois países, e a grande diferença representada pela existência do FA no país, diferentemente do Brasil. Convidamos o presidente do partido uruguaio a divulgar as sistematizações dessa rica experiência política, na qual o PCU teve papel absolutamente central desde os anos 60 que precederam a criação da frente. Trata-se de um partido com absoluta clareza estratégica do que quer e com grande flexibilidade tática para persegui-los: uma revolução nacional, popular e democrática, como caminho para o socialismo.

Leia a seguir a saudação que dirigimos no Congresso em nome de toda a direção nacional.

Estimadas compañeras y compañeros hermanos del PC del Uruguay

Reciban un saludo em nombre de los comunistas y del pueblo brasileños, com mucho gusto de compartir com usteds ese momento de magna significancia para los comunistas uruguayos.

Saludo el gran partido que comemora 90 anos honorables a servicio siempre de la libertad, soberania y los intereses de los trabajadores y del pueblo. el gran partido que supo elaborar uma política y teoria para la transformación social del país, batiendo se contra el imperialismo, la dependência, las clases explotadoras y el imperialismo y por el desarrolo Independiente del país. El gran partido que mantiene lazos históricos com los comunsistas brasileños y que , esperamos, se fortalezcan  todavia más. Saludo la memória de figuras históricas de los comunistas de todo el mundo como Rodney Arismendi y José Luis Massera.

Las conquistas alcanzadas por los trabajadores y el pueblo uruguayo, por el PC y por el FA animan a nosostros. Es uma experiencia progresista avanzada, marco de nuestra latinidad sudamericana, y sin duda nos indica la necesidad de reforzar aun más los lazos de amistad fraterna entre nuestros pueblos y nuestros partidos. Son los votos que traigo a todos usteds.

Deseamos a usteds plenos éxitos em la realización del XXIX congreso del PCU, en la construcción política, ideológica y orgânica del PCU. Los êxitos de usteds ayudaran a todos los latino americanos em la búsqueda de caminos y fuerzas para alcanzar nuevas conquistas en el rumo del socialismo. Tenemos mucho que compartir em los dias actuales, posiblemente más que em ningun momento anterior, em prol de los avanzos em nuestro subcontinente. Gracias por el convite a este congreso.

Compañeras y compañeros

El PCdoB viene de participar em elecciones decisivas en nuestro país. Alcanzamos una victoria que mantiene abiertos los caminos estrategicos de lucha por um  nuevo proyecto nacional de desarrollo. Los éxitos del gobierno Lula; las conquistas de la casi totalidad del pueblo; la capacidad y las convicciones de la presidente electa, Dilma Rousseff;  la consecución de importante frente político que unió 14 partidos de la isquierda e del centro político, permitió esa vitoria, que incluso aseguró más de dos tercios de la Cámara de los Diputados e del Senado, sin enbargo de uma maioria de 16 sobre 27 gobernadores provinciales.

Lo mismo para el PCdoB, que sigue elevando su participación en la vida institucional e electoral, com 40% más votos que em 2006, elegindo 15 diputado nacionales, um senador,  18 diputados provinciales. Alcanzamos la cuarta posición de todos los partidos em la votación nacional del senado federal, donde dIsputamos con 9 candidatos, y disputamos incluso uno gobierno, que nó llegó al segundo turno por fración desprezible de votos.

Fuimos uma fuerza destacada y de confianza de la candidata Dilma. Asi, tenemos la expectativa de seguir integrando el gobierno central, en lo cual ocupamos el Ministerio del Esporte y agencias gubernamentales estratégicas como es la del petróleo, por la cual el país há obtenido um inmenso bônus de progreso futuro con las gigantescas descobiertas del pré sal.

Alcanzamos êxitos igualmente em la construción partidária, com más de 280 mil afiliados em todo el país, todavia pocos para la extensión de nuestro pueblo.

El centro de la tática del PCdoB ES la lucha por el êxito de nuevo gobierno y el fortalecimiento aun mayor del partido. Hacemos grandes esfuerzos para esa acumulación de fuerzas. Buscamos combinar la lucha política em la frente electoral y institucional, com la luicha social – estratégica por cuanto se refiere a las fuerzas sociales motrices de los câmbios – y simultaneamente com la lucha de ideas avanzadas para los câmbios más profundos em la realidade del país.

El PCdoB batese por un nuevo proyecto nacional de desarrollo, um proyecto de desarrollo soberano, integrado a sus hermanos de la América del Sur, con amplias libertades para el pueblo e derechos sociales extensivos a toda la poblacíon. En ese rumbo, se combinam  reformas estructurales como medio de alcanzar câmbios de fondo en la direción progresista, . Son ellas lãs reformas política e tributária, urbana e agrária, de la educación y salud, de los médios de comunicación. Enarbolamos asi las consignas nacionales, democráticas y sociales, las trés ramas estratégicas de la actualidad de la lucha de clases en el mundo actual.

Para el PCdoB el socialismo es el rumbo, nuestra razon de existir; el NPND es el camino para alcanzarlo. Visamos travar una lucha capaz de unir amplios segmentos de los brasileños, a comenzar por los trabajadores, y conquistar una hegemonia avançada, política, social, cultural y moral de la nación. Visamos a la amplia unión del pueblo, en contra los intereses neoliberales y imperialistas, tiendo por centro la unión de la izquierda como núcleo del gobierno, al mismo tiempo en que se alcanze la governabilidad atraiendo numerosas fuerzas políticas del centro interesadas en el desarrollo de la produción. Nuesto enemigo principal, a par del imperialismo, son los grandes intereses del sistema finaceiro mundial com su extensiones em nuestro país.

Nitidez de propósitos y nucleo solido para la conducción, eso el lo que pensamos para la actualidade del nuevo gobierno. Todavia hay grandes disputas cuanto a la política macroeconómica, en lo que se refiere a la tríade de fierro del cambio flutuante, los superávits primários y las metas de inflación. En un mundo marcado por amenazas claras de guerra cambial, guerra comercial y protecionismo, eso representa tenazes que pueden impedir la defesa integral de la nación, de la moneda, del desarrollo sustentable y fuerte. Estamos convictos de que, en la actual correlación de fuerzas, solo la union y lucha del pueblo pueden asegurar eso. Nuestros pueblos dicieran grandes avanzos; otros se hacen necesarios.

Para tanto, el fortalecimento del PC es indispensable. Fortalecimiento político, teórico y orgânico, que se compone em un mismo esfuerzo: um PC contemporâneo para la nuestra época, que sepa reflejar las caraccteristicas de cada una de nuestras formaciones economico-sociales, de nuestros pueblos, de nuestra tradiciones e sicologia de nuestras gentes. Que refleje la sociedade actual com sua vivencias sociales contemporaneas. Somos leninistas, pero leninitas de nuestro tiempo, para luchar por um socialismo com características nacionales y latino-americanas. Sólo el socialismo puede dirimir las ingentes contradicciones de nuestra época y llevar la humanidad a nuevos patamares civilizatorios.

Viva el PCU e el PCdoB! Viva nuestra amistad, que se fortalezca simpre más. Viva el socialismo!

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Ultrapassar as ações afirmativas – O negro compartilhando o poder

Posted by waltersorrentino on 17th julho 2010

Plenária Nacional da UNEGRO ontem é de encher de ânimo e expectativas a luta de nosso povo. Alcançadas conquistas importantes estes últimos anos, como o Estatuto da Igualdade Racial com o consenso possível no Congresso, o debate nacional gira agora em torno de como avançar a luta pela igualdade racial em novas bases.

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Debater o Brasil, com o olhar dos interesses da luta contra a discriminação racial. Para além das ações afirmativas, abraçar a luta pelo projeto de desenvolvimento nacional, na luta econômica, política, social. Fazer o movimento presente nos destinos e pautas nacionais, nesta grande disputa política em que está envolvido o Brasil na retomada da construção da nação.

É o início de outra caminhada para a UNEGRO e a CONEN (Conselho Nacional de Entidades Negras). Quem acompanhou seus passos, desde os anos de luta pela redemocratização, não tem porque duvidar de que também esta jornada será de êxitos. Por isso, granjeia apoios mais amplos na sociedade, como foi demonstrado com a presença da Defensoria Pública de São Paulo, Secretaria do governo estadual e da prefeitura de São Paulo, entre outras muitas entidades populares presentes.
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Manifestei o apoio da direção nacional à luta dos companheiros e companheiras, no ato de abertura. Afirmei que o maior patrimônio da nação é o povo brasileiro, e que é a ele que precisamos pôr no comando dos destinos da nação. Apoiei a perspectiva central da Plenária: o mais importante é inserir essa luta contra a discriminação na luta maior do povo brasileiro por um novo projeto nacional, com desenvolvimento econômico, de caráter democrático e popular.

Os negros são os que amalgamaram a formação do povo brasileiro. São os que mais têm interesse no fim da exploração e opressão social, alvo da mais abjeta discriminação que é aquela feita em nome da cor da pele, como expressão de pretensa noção de raça. Sua luta é a nossa luta. E a condição maior do sucesso dela é unir o povo brasileiro, não permitir que contradições não antagônicas nos contraponham e dividam. E a condição de reparar direitos aos que secularmente foram deles excluídos, numa completa luta contra a discriminação racial que é uma luta de todo o povo. Congratulações à UNEGRO, ao esforço d@s companheir@s Olivia Santana, Edson França e Lucia Stumpf, membros do Comitê Central do PCdoB, diretamente responsáveis pela participação dos comunistas na UNEGRO.

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UNE: democracia política no topo da agenda popular

Posted by waltersorrentino on 9th maio 2010

O Conselho Geral de Entidades da UNE, que se realizou neste fim de semana, promoveu amplos debates, como é de sua tradição, visando situar o movimento universitário e a UNE na agenda política do país. Uma das mesas contou com presidentes de partidos políticos, com tema na democracia, reforma política e participação popular.

O CONEG visou a elaborar uma plataforma que oriente o posicionamento da UNE nas eleições presidenciais de outubro.

Representei o PCdoB e Renato Rabelo no evento, ao lado de José Eduardo Dutra e outros dirigentes partidários.

Cumprimento a grande UNE e partilho a intervenção com os leitores do blog.

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Os quadros atuantes na luta de ideias e o projeto político do PCdoB

Posted by waltersorrentino on 3rd março 2010

Em 2009, nos trabalhos do 12º congresso do PCdoB, proferi uma palestra no Seminário de Cultura promovido pela Fundação Maurício Grabois, relativa ao papel da cultura, o projeto nacional de desenvolvimento, o partido comunista e a política de quadros. Por considerá-la atual, vai publicada nesta ocasião.

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12º Congresso vitorioso

Posted by waltersorrentino on 12th novembro 2009

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Companheiras e companheiros delegados,

Renato Rabelo apresentou o essencial do balanço do partido, consequentemente de sua direção nacional.

Em síntese, permitam recordar, o período entre o 11º e 12º Congresso exigiu do PCdoB três dimensões de desafios:

- a formulação de orientações políticas avançadas, atuando no curso real da agenda política do país;

- ao lado disso, a organização de uma vontade coletiva coesa e estruturada capaz de mover a luta pela sua implementação;

- e, como base para isso, a elaboração teórica e criação dos instrumentos necessários para a difusão delas ao conjunto da sociedade.

A direção nacional deu a essas três dimensões grande impulso. O Partido vive hoje fase de grande dinamismo político, inserção nas lutas sociais e ampliou a estruturação em todo o país. Read the rest of this entry »

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60 Anos de China Popular

Posted by waltersorrentino on 27th setembro 2009

A Associação Brasil China abre neste domingo, em São Paulo, as comemorações da revolução nacional-popular e socialista de primeiro de outubro de 1949 na China. O PCdoB, por meu intermédo, dirigiu uma saudação de congratulações, em nome da direção nacional e do Presidete Renato Rabelo.

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Forum de Mulheres – O novo programa socialista

Posted by waltersorrentino on 21st setembro 2009

1º ponto – Situar o programa historicamente, na agenda real do país
A nação brasileira e os saltos civilizatórios

A compreensão hoje madura dos comunistas é que o Brasil alcançou duas grandes conquistas históricas enquanto nação, dois saltos civilizacionais que nos legaram o país que temos e que amamos. Um foi a da constituição de Estado nacional independente, que no nosso caso foi a base para a nação. Uma Nação nova, com um povo uno, extensão continental, unificado territorialmente e por uma única língua. São muito poucas as nações que reúnem tal extensão territorial, população e Produto Interno. O Brasil é uma civilização “nova”, oriunda da integração dos europeus, africanos e ameríndios, numa etnia praticamente única (exceto os indígenas). Foi o fruto da luta secular dos brasileiros contra o domínio colonial, luta que veio de muito antes e foi muito além do 7 de setembro de 1822. Ao lado do patriarca da independência, José Bonifácio que foi seu artífice maior e um dos dois maiores Estadistas da nação, perfilaram-se revoltas e levantes para legar-nos uma nação independente, sequiosa de liberdade e progresso. Tal luta persistiu num programa avançado, que conduziu à abolição e à República, malgrado a persistência de um poder e um conservador que privou os brasileiros de efetiva democracia política e social.
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Intervenção em reunião no Rio de Janeiro

Posted by waltersorrentino on 21st setembro 2009

Sr Presidente dos trabalhos,
Boa noite a todas e todos, em meu nome e o do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.

Quero parabenizar e agradecer a iniciativa desta câmara de vereadores, de profundas tradições históricas, saudando-a por intermédio do vereadores presentes, companheiros de partido, e agradecendo a presença de tantas lideranças do partido, das demais forças políticas, do movimento social. Saúdo à Ana Rocha, nossa presidenta, e em nome dela todos os militantes do PCdoB aqui presentes. Saúdo os amigos e amigas das causas do PCdoB por intermédio da vereadora Garotinho.
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