Rosas de Hiroshima, Nagasaki e, agora, Fukushima?
Foram entre cerca de 2-3 milhões de anos para ramificar-se os hominídeos. Há 400 mil anos eles domesticaram o fogo. Digamos, 200 mil atrás surgiu a espécie sapiens. Há 10 mil anos se fixou o homem mediante a revolução agrícola. A revolução industrial tem algo como 300 anos, e há 150 anos irrompeu a revolução científica moderna.
Há 70 anos o domínio do ciclo do átomo. O povo japonês foi o único da humanidade que sofreu diretamente suas conseqüências em dois ataques que envergonharão a humanidade em qualquer tempo.
Tirando Tchernobil, na Rússia, mais uma vez recair essa “rosa” sobre o povo japonês não é merecido. Aliás, sobre ninguém mais, nunca mais. É o limite da sociabilidade humana, ou mesmo, da sociedade humana.
Recado a todos
Dilma, em VALOR de hoje, faz extensa entrevista com Cláudia Safatle, plena de elementos que permitem apreender sua firmeza de concepções acerca da economia brasileira.
Entre muitos temas abordados, sobressaiu-se a inflação. O termo foi utilizado por ela quinze vezes na entrevista, metade das quais batendo na mesma tecla enfaticamente.
“Eu não vou permitir que a inflação volte no Brasil”.
“Não permitirei que a inflação, sob qualquer circunstância, volte”.
“Não tem uma pequena gravidez. Ou tem gravidez ou não tem. Agora, não farei qualquer negociação com a taxa de inflação. Não farei. E não acho que a inflação no Brasil seja de demanda”.
“É compatível segurar a inflação e ter uma taxa de crescimento sustentável para o país. Caso contrário, é aquela velha tese: tem que derrubar a economia brasileira”.
“Eu não negocio com inflação”.
“Em nenhum momento eu tergiverso com inflação”.
“Quando eu digo que tenho firme convicção de que não se negocia com a inflação, é para você saber que nós passamos todo o tempo olhando isso”.
Nada mais claro que isso para a sociedade, para a base de sustentação do governo, para o mercado.
A turma da bufunfa
Nakano, economista, em VALOR de ontem: “Por que pagar prêmios de liquidez em aplicações de overnight e com garantia de recompra (com o BC garantindo liquidez), tornando a taxa de juros tão elevada? Será que a credibilidade do Banco Central é tão baixa que tem que pagar aos seus credores tão elevado prêmio de risco?”
Direita: copo meio cheio ou meio vazio? Parece mais uma meia-gravidez…
VALOR, ontem: DEM, PSDB e PPS planejam fusão.
Para quem sempre se incomodou com a crítica de que os tucanos representam o ideário da moderna direita brasileira, aí vai um toque. Convenientemente disfarçada de “centro”, claro, pois os tempos são duros, pois não?
DEM se esconde nas asas dos tucanos e estes marcham sem mais rebuços para o pólo conservador, quer dizer, direita. PPS na esquerda morreu no mesmo instante em que nasceu.
Vai sobrar muita gente que foi para essa área mas proveio do campo democrático da luta contra a ditadura. Ah, se Mário Covas falasse…