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    O blog Projetos para o Brasil visa ajudar a organizar o debate em torno do Brasil, suas contradições e perspectivas, à luz das ideias de um projeto socialista para o país.

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Archive for the 'Artigos' Category

Artigos publicados ou inéditos

A intentona oposicionista contra o PCdoB

Posted by waltersorrentino on 22nd dezembro 2011

“A intentona oposicionista do PCdoB” é um dos artigos sugeridos para a Revista Princípios nº 116 – dezembro de 2011.

capa_116_sofrente

Acesse aqui:

Revista Princípios

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Coletânea de artigos para um blog em férias

Posted by waltersorrentino on 4th outubro 2011

Restrospectiva do Blog "Projetos para o Brasil"

Restrospectiva do Blog "Projetos para o Brasil"

O Blog Projetos para o Brasil apresenta aqui uma retrospectiva 2011 indicando os textos políticos mais relevantes desse período. A intenção é manter nossos visitantes com opções de leitura, visto que faremos uma pausa por 30 dias. Há, portanto, várias opções de artigos, organizados com hiperlinks. Inicio com artigos sobre política e na sequência com a categoria comunista.org,  que trata de Partido.

Quando o blog fez um ano, postei essa matéria e comemorei com três boas músicas que poderão ser ouvidas clicando nos hiperlinks indicados nela. Era um 26 outubro.

Leia aqui: O Blog fez 1 ano

Agora, são já dois anos. Foram 787 matérias ou postagens, com milhares de comentários. Devo isso ao leitores, a quem sou muito grato pelo estímulo.

A ingerência indevida lidou com a atitude de Bento XVI de condenação ao aborto, somando com o conservadorismo inescrupuloso lançado na campanha contra Dilma Rousseff instou o artigo.

A conjuntura política no Brasil

A grita dos perdedores provocou esse artigo:  Os tambores da guerra política, contra o projeto nacional encabeçado por Dilma.

Ao mesmo tempo, os próprios plutocratas da mídia oposicionista cobram-se entre si: Dureza da exasperação.

A caravana passou, alguns ladraram… O estresse da oposição derrotada pela terceira eleição presidencial consecutiva alcançou um clímax.

A polêmica sobre a extradição de Battisti.

Há artigo importante lidando com a crítica falsa da oposição ao projeto aberto por Lula e Dilma.  “Subperonismo” e presidencialismo de coalizão

Foi um longo debate sobre as terras indígenas, a questão democrática e o projeto nacional. Um artigo sobre isso foi: Contradições no seio do Povo .

Depois, O país precisa de estratégia, não de ortodoxia conservadora

Nos grandes feitos nacionais há grandes patriotas

Para Princípios escrevi esse artigo:

“O PCdoB cresce com a afirmação nacional, popular e democrática”

Para a posse de Dilma: Um novo dia na história política do Brasil

Em janeiro, primeiro ano do novo governo era hora de analisá-lo e ver rumos do Brasil

Dilma: “Brasil 3.2”

A África do Sul no BRICS

Meandros de conjuntura:

Nem bons, nem maus senão, incorrigíveis

Curtas do cotidiano

Mais curtas do cotidiano

Gramática da política

O socialismo e a crítica míope

O dilema político brasileiro

O curral, o bode e o povo

Reforma ou retrocesso na política

PMDB: chamada a cobrar

Kassab – reserva estratégica

Aécio Neves, casuísmo e cartorialismo

DEMo: refundação permanente

Contribuição à crítica do modelo

Brasil no lugar certo

Política de Dilma é incompatível?

Embrapa – venceu o bom senso em busca do interesse nacional

Wikileaks, Meirelles e EUA

FHC pecou pelo verbo, mais uma vez

Fugir prá frente se o espaço aperta

O rei nu

Código Florestal e interesses sociais

O dilema das commodities

Mais PT, menor margem de manobra

Dar chances à fortuna

Brasil na cena em três atos

Contradições de um modelo econômico

Disfunção política

Juros , câmbio e indústria

A grande deformação

Coligações e federalismo brasileiro

É na política, Presidente

Veredas da semana

Domingueiras

A oposição em busca de um eixo

Líderes e gestos

Crise capitalista e a grande deformação brasileira

Plutocratas de mercado

Superar de fato a herança maldita

Positivamente, Dilma surpreende

Sobre a crise capitalista e o mundo em transição:

O Muro é em Wall Street

Yes, ey – e people – could. But he did not have greatness

Inside Job, o filme

A vez de Portugal

Soft power é também big stick

Cristãos rejeitam catastrofismo ambiental

O maio espanhol

Tempos de ouro (falso)

O mundo assombrado

Tempos ruins, hein?

Mundo das deformações capitalistas

EUA: saída à japonesa

Europa liberal é viável?

Comunista.org

Uma grande iniciativa

Os que vão, os que vêm e os que voltam

PCdoB em fase muito especial

Partido de missão política

É preciso liderar

Seminário internacional comunista

Partido de feições modernas e brasileiras

Prosperidade, solidariedade e liberdade é o socialismo

Honradez política

O socialismo e a crítica míope

“Ousar lutar, ousar vencer…”

Um novo livro vermelho

“O PCdoB cresce com a afirmação nacional, popular e democrática”

Comunistas Uruguaios e seus novos desafios

Voz aos militantes e quadros

Nova política de organização: O Partido que queremos daqui a dez anos

PCdoB: 25 anos de atuação legal

Companheiros camaradas

PCdoB 88 anos: Pensar o Partido todo dia

Não é para entusiasmar?

Caros, até breve!

Obrigado pelas visitas e comentários!

Walter Sorrentino

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A oposição em busca de um eixo

Posted by waltersorrentino on 2nd agosto 2011

Sai hoje a última edição da Revista Princípios. É sempre uma grata leitura sobre a realidade da luta política e de ideias no país e no mundo.

Nessa edição tem artigo assinado pelo blogueiro, que partilho com os leitores, com a expectativa de que todos leiam a íntegra da Revista.

A oposição em busca de um eixo

A oposição no Brasil é forte, mas está enfraquecida. Não se trata apenas de sua expressão eleitoral; é algo mais profundo. As mudanças no mundo, aceleradas pela crise financeira e econômica capitalista e as transformações ocorridas no Brasil na última década, tornaram anacrônica a mensagem da oposição para a sociedade, o que se refletiu nas três derrotas consecutivas nas eleições presidenciais.

Afinal, onde está a oposição? O que propõe para o país? Ela mesma está em reprocessamento em busca de si mesma. A operação em curso é constituir um eixo para ordenar a disputa futura de projetos para o país, reordenar o discurso. O primeiro passo, curiosamente, tem sido pregar uma “estratégia consensual” para o país. É um gesto defensivo: se você não pode se opôr frontalmente, misture-se ao adversário, diversione e ganhe tempo.

Como se verá, sem ilusões: “estratégia consensual nada tem a ver com um projeto nacional”, diz insistentemente FHC. Trata-se, por ora, de um eixo baseado nas mesmas velhas ideais, próprias da condição de nação dependente e subordinada.

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O mundo assombrado

Posted by waltersorrentino on 22nd julho 2011

crise americana.

Um espectro “muito concreto” assombra o mundo, de imediato: o risco de os EUA darem novo mergulho na recessão. “Tecnicamente”, se não houver entendimento entre os democratas de Obama e os republicanos enlouquecidos para autorizar a elevação do patamar de endividamento do Estado, a recessão será inevitável. Prazo para entendimento: até 2 de agosto. Ou isso ou a recessão, corte de direitos, arrocho fiscal…

A situação é pior, dado o estado de coisas na Europa. O próprio euro como moeda comum está sob forte assédio. Engessadas pela falta de políticas nacionais, Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e logo mais Itália foram, ou podem ser, arrastadas na voragem do default. A situação assimétrica provocada pelo poderio da Alemanha (seguida pelo da França), e as políticas impostas por ela poderão, em tese, implodir a moeda criada em 1999. Dez anos apenas!

O falso brilho da falsa belle époque do auge da globalização neoliberal está custando caro à humanidade. Na boa hipótese, Europa e EUA farão companhia ao Japão, na terceira década patinando na falta de dinamismo econômico. Poderá ser uma década de estagnação e até de inflação, A economia mundial sofrerá um baque porque esses três pólos representam mais de três quartos do PIB mundial.

Obama, já disse aqui no blog, se apequenou frente aos gigantescos problemas dos EUA e fraudou, assim, a esperança gerada na campanha. Agora tem a corda no pescoço. A contenda estadunidense vai revelando as taras daquela sociedade à exaustão.  Uma delas é terrível e didática: os republicanos recusam o entendimento proposto por Obama de que não é possível nem moral os altos executivos financeiros pagarem menos impostos que suas secretárias! O presidente quer elevar impostos para fazer frente ao défice fiscal. Os republicanos, impassíveis,  não aceitam: querem mais cortes de impsotos “para estimular o consumo e o investimento”. Essa é uma potente operação ideológica e política constituída nos anos neoloiberais: identificar o interesse da camada de rentistas como sendo do interesse geral da sociedade.

Algo semelhante ocorre no Brasil: a grita contra a inflação e conseqüente gestão da política monetária (no caso juros, no sistema consagrado uma meta – inflação – um instrumento – juros). O interesse dos financiadores da dívida pública regiamente remunerados pela mais alta taxa de juros do mundo é identificada ao interesse geral da sociedade.

No caso dos EUA, a operação político-ideológica é de imenso poder e massacrante. Deu na amoralidade manifestada na crise 2007-2008, ao conservadorismo nada piedoso que grassa por lá e nas terríveis manifestações regressivas que aquela sociedade vive em termos de valores.

Falta nestes tempos a “antena da raça”, ou seja, artistas à frente do tempo que interpelem os EUA sobre o “destino manifesto” de que se julgam portadores e sobre os descaminhos que levaram o povo estadunidense a tal grau de alienação-mistificação. De Paul Auster a Don de Lillo, para citar dois que admiro pela interpelação que produziram sobre a modernidade tardia e a fragmentação da pós-modernidade, impressionou-me vivamente o livro de Joseph Franzen, Liberdade. Festejado pela crítica como o “romance do século”, fortuna da crítica literária, o livro foi não obstante pouco valorizado entre nós, principalmente em certa mídia nativa.

É um soco no estômago. É a volta da grande narrativa e não síntese de fragmentos, tampouco instantaneidade de registro. Alcança três gerações de duas famílias típicas de classe média, do Leste e do interior do país. Desfilam pelo roteiro simples – um certo tipo de triângulo amoroso – todo o panorama dos anos 1990 e 2000 nos EUA. Todo mesmo. As ambições, frustrações e incompletudes do sexo, dinheiro, conflito de gerações, conflito entre republicanos e democratas, drogas, depressão – ah, uma das duas grandes personagens do livro! – a manipulação grosseira e com toques ridículos da bandeira ambiental lançada por Al Gore, o republicanismo crescentemente falseado por uma democracia for export mediante guerras e agressões de interesse do establishment que domina os EUA. O pano de fundo é muita amoralidade, ou melhor, a supressão provisória da moralidade como algo quase inevitável frente à realidade contraditória e inalcançável devido às enormes doses de alienação. A personagem central de verdade é a Liberdade: a contradição principal está na liberdade individual que marca a história do povo estadunidense, é mesmo sua força, mas gera sua tara.

Repito: Liberdade é obra de alguém que é antena do tempo. Ajuda a entender, a partir de um autor norte-americano, porque é possível tal grau de mistificação alcançando pessoas humanas, bem informadas e até bem intencionadas, levadas a ver como interesse geral o que são interesses nem tão obscuros assim do complexo financeiro-midiático e industrial-militar que move a potência imperialista em declínio. São taras de uma formação nacional. Ao mesmo tempo, a obra me diz que não se deve subestimar a capacidade dos norte-americanos compreenderem criticamente o papel dos EUA no mundo e modificá-lo. Aí estará a redenção dos norte-americanos, mas, nesse caso, o povo se enfrentará com classes dominantes cruéis, furiosos no conservadorismo, poderosa e inescrupulosa para manter-se no topo a qualquer preço. Que não seja, porém, em nome da Liberdade, essa a lição. Nem será com gente como Obama, apenas, é o que está se vendo.

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PCdoB em fase muito especial

Posted by waltersorrentino on 21st julho 2011

A 13ª. Reunião da Comissão Política Nacional, no último dia 8 de julho, teve um debate inusual. Foi examinado o desempenho partidário deste semestre com base num mapeamento e conclusão apresentados pela Secretaria Nacional de Organização (vide link  http://www.portaldaorganização.org.br/?p=6709), para concluir a realidade de uma nova escala de exigências de trabalho nacional de direção. O mapeamento cruzou, para todos os Estados, a construção do projeto eleitoral 2012, como ponta de lança da intervenção política e social do partido; com o monitoramento das conferências de 2011 para descortinar as perspectivas da trajetória partidária nos Estados; e, em particular, a constituição de novos núcleos de direção e o ingresso de lideranças nacionais expressivas em todo o país.

O sentido inusual não se refere aos avanços, felizmente progressivos no PCdoB das últimas décadas. Apenas que não se pode esperar o próximo Congresso em 2013 para avaliar desempenho e fazer ajustes necessários. De fato, o nível alcançado pelo partido em todo o país, particularmente a interiorização intensa que vem ocorrendo, vêm criando para a CPN grandes empenhos.

A essência das soluções foram assentadas na preparação dos quadros, a partir de apontamentos ao debate feitos por Renato Rabelo. Foi esse o enfoque apresentado pelo relator, Walter Sorrentino (vide abaixo). Pode-se dizer, em última e sintética instância, que as questões nevrálgicas são seguir com uma política justa e ampla no posto de comando, e insistir na Política de Quadros aprovada no 12o Congresso. A completude da instituição do Departamento Nacional de Quadros (vide matéria em link http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=158225&id_secao=3) e a próxima instituição do “Estudos Estratégicos”, voltado para a formação dos quadros nacionais, dão indicação da seriedade com que se vem tratando o tema.

Os vetores apontados para os desafios de direção foram quatro.

Uma primeira questão é quanto ao papel do CC, intensificar a participação de todos seus membros e dinamizar seu método de reuniões. Ele é o centro do sistema nacional de direção. Constitui, ao lado das novas direções a ser eleitas nas Conferências Estaduais (e com o fortalecimento proposto dos maiores comitês municipais que vêm sendo mobilizados nacionalmente em maior escala que nunca), o eixo verticalizado da estrutura de direções eletivas. No interior delas, as secretarias e coordenações nacionais-estaduais, que estão dotadas de linhas claras e bem definidas e devem seguir sendo fortalecidas, reforçam essa verticalidade que garante a unidade partidária na ação, em bases institucionalizadas e democráticas.

A segunda questão é elevar as exigências da direção nacional, geral e concreta, política e político-organizativa. Novo passo precisa ser dado quanto ao papel da CPN, conforme já proposto desde o 12º Congresso. São dois movimentos compostos: 1) unir indissoluvelmente o seu papel enquanto direção política mas também enquanto líderes do discurso sobre a construção e estruturação partidária; 2) intensificar o papel dos membros da CPN como dirigentes nacionais em todo o país, do ponto de vista concreto e não apenas geral. Ou seja, para além de suas frentes de atuação ou das funções em seus Estados, tanto quanto possível e crescentemente eles precisam se dirigir a todo o país.

Isso, para além dos membros titulares das secretarias, deverá envolver os demais membros da CPN. Liderar o partido em todo o país a partir da condição de membro da CPN. Nossa presença ajuda muito nos Estados, não se sobrepondo aos membros do CC que lá atuam. Cria um movimento, dá uma sinalização, mostra uma disposição, ilustra por ângulos variados a orientação política, ideológica e de estruturação do partido. Hoje essa presença é reclamada também nos comitês municipais: é um movimento que precisamos aprofundar, dar exemplo que repercute mais amplamente em todo o partido…

Isso não pode ser semiespontâneo. Carece-se de ter informação e prestar, depois, a informação correspondente à intervenção feita. Essas informações convergem para o Sistema de Gestão Integrada, para garantir um fluxo de informação dinâmico. Concretamente, formulamos seguinte plano de envolvimento crescente da CPN nessa esfera.

Terceira questão, correlata, é fortalecer o trabalho de direção nacional da organização, fazendo-o presente de fato no controle e mobilização partidários em todo o país, em apoio à direção política dos membros da CPN. A questão de MAIS VIDA MILITANTE, retomada em novas condições no 7o Encontro Nacional, será uma grande e prolongada batalha, com a qual a direção nacional se comprometeu. Não queremos nem podemos perdê-la. Lembram-nos que o novo modo de direção organizativa proposto no 7o Encontro Nacional sobre Questões de Partido implica a constituição de fóruns de quadros de base e fóruns de quadros intermediários, nas grandes cidades, que se ocuparão da estruturação orgânica da vida partidária desde a base.

Por isso o fortalecimento da CNO. Ela precisa chegar a todo o país, regularmente. Para isso, os Estados são instados a liberar maior energia em apoio ao trabalho de direção nacional, particularmente nos casos de BA, CE, PE, AM, RS, RJ e MG. Não é mais tempo de apoiar o grosso do esforço de trabalho de apoio à direção nacional com quadros auxiliares provindos do estado de SP.

A quarta questão, nova em dimensão, é manter e aprofundar o importante movimento que é a criação, fortalecimento ou diversificação de Fóruns partidários que integram centenas e milhares de quadros dos mais variados níveis à elaboração e ação. Além dos tradicionais fóruns de macrorregião nos Estados, que vão se consolidando como indispensáveis, foram constituídos o Fórum das Mulheres, o Fórum dos Movimentos Sociais, o Fórum Nacional de parlamentares, de democratização da mídia, etc., além do coletivo nacional da cultura. Esse movimento de horizontalização democratiza a elaboração, compromete mais extensa estrutura de quadros e tem dado dinamismo sem par ao trabalho de direção.

Em suma, a proposta apresentada foi de um nova modalidade de descentralização/centralização política do trabalho nacional de direção concreta, tendo por vértice a CPN; o fortalecimento da institucionalidade vertical, direções com mais autoridade política nos Estados e municípios; ampliação da horizontalidade de fóruns partidários.

Com base nisso foi formulada uma proposta que está em construção. Quanto ao Comitê Central, o de dinamizar métodos, com base numa enquete realizada entre seus membros na última reunião. Para a direção nacional concreta, propôs-se uma articulação com atribuição de responsabilidades entre o Grupo Permanente de Trabalho Eleitoral, os membros da CPN e o fortalecimento da Comissão Nacional de Organização.

O esforço será o de intensificar a presença de líderes da CPN em todos os Estados do país, chegar mais próximo aos comitês municipais e fazer acompanhar o trabalho de direção política com o trabalho de direção organizativa, como proposto no 7º Encontro Nacional sobre Questões de Partido. Quanto à CNO a ideia é chegar de fato a todo o país, acelerando a assimilação e aplicação da linha traçada.

A hora é boa para plantar; é preciso semear. Quer dizer, secundar a autoridade e o esforço da CPN com um trabalho especificamente de controle organizativo sobre a mobilização partidária e os quadros, em especial quanto aos quadros intermediários e de base. Assumimos o compromisso com essa batalha da qual depende a vida militante de base; precisamos vencê-la.

As Conferências já serão palco desse método. Proximamente será instituído o Sistema de Gestão Integrada, cujo papel será o de assegurar informação em tempo real sobre a situação do país nos 27 Estados, permitindo aos membros da CPN um trabalho efetivo de direção a cada momento.

São boas alvíssaras da direção nacional, que refletem o avanço do trabalho do PCdoB. Em fases assim, nos obrigamos a redobrar os investimentos na construção partidária.

Extratos da intervenção de minha intervenção na 13ª. CPN

A questão de nova escala para o trabalho da direção nacional é pertinente: ajustar o trabalho à força e complexidade exigidas pelo nível da atividade partidária. É próprio do metabolismo partidário responder à realidade de expansão da influência partidária com medidas elevadas de direção, fortalecidas nas linhas, atualizadas nos métodos. Isso diz respeito aos órgãos de direção.

No Balanço afirmamos que as chaves para consolidar as potencialidades do momento vivido estão em dois fatores: uma orientação política que vem se mostrando justa e produtiva; quadros que a interpretem e liderem o partido na perspectiva de avanços.

Pode-se dizer, em última e sintética instância, que a questão nevrálgica é seguir insistindo na Política de Quadros aprovada no 12o Congresso.

Assumimos o compromisso de forjar uma nova geração dirigente do PCdoB para os próximos dez-quinze anos. Isso está em curso, sem sempre da forma mais consciente possível e, em especial, autoconsciente por parte dos quadros nacionais. Essa é nossa batalha partidária estratégica, de certo modo a mãe de todas as batalhas. Ela tem concepção larga, se concentra nos quadros nacionais, e institucionalmente diz respeito centralmente ao papel do CC. Mas se estende decisivamente para a questão da vida militante no partido, por meio de estrutura de quadros intermediários e de base e um novo modo de direção organizativa. Esse foi o centro do debate do 7º Encontro e este ano de Conferências intermediárias é decisivo isso.

Cada vez compreendemos melhor que a essência do partido comunista são seus quadros. A estrutura mais perene do partido é sua estrutura de quadros. Foi um enorme avanço atualizar a política de quadros no 12º Congresso, dando-lhe um caráter amplo, fecundo e mobilizador. Os quadros são o alfa e o ômega da questão do partido e da revolução.

A opção do PCdoB e o curso adotado foi o de contemporaneizar os desafios da luta do partido comunista. Desde as lições da experiência socialista, de molde antidgomático, todo um programa de trabalho teórico-ideológico, programático-estratégico, político tático e político-organizativo vem sendo empreendido.

Renato Rabelo aponta, com razão, que um limiar foi transposto com a 9ª. Conferência Nacional. Experiência inédita, atuar no seio de governo amplo, sem os comunistas como força principal, com o  hegemonismo sem hegemonia de uma força de esquerda limitada estrategicamente, na vigência não só do capitalismo monopolista como também da dominação dos círculos financeiros neoliberais, lançar-se a abrir caminho para objetivos maiores e acumulação de forças estratégicas, compreendendo uma nova janela de oportunidade que se abria, foi de fato uma opção de coragem política. Isso foi o que descortinou o papel do PCdoB no cenário político nacional e seu ulterior crescimento e afirmação.

A rigor, isso nos abriu caminho para a elaboração programática inovadora, numa mudança metodológica na perspectiva socialista que envolve décadas de debate da esquerda brasileira e do próprio partido. Um rumo socialista e um caminho de um novo projeto nacional de desenvolvimento é a marca crescente do PCdoB na luta política.

O partido formula que isso tudo se dá nos marcos de um mundo em marcante transição, hoje caracterizado pela crise do sistema capitalista, na tendência a manter experiências socialistas em outras condições diversas do passado, de emergências de nações em desenvolvimento que lutam por afirmar seu lugar no mundo, alterando a configuração de forças internacional.

Entretanto, ainda uma realidade marcada pela dificuldade de retomada de uma postura ofensiva da proposta socialista como alternativa real e tangível ao regime do capital.

Ser comunista hoje encerra desafios distintos de outros tempos. Enseja, na política de quadros, conferir-lhes ideais, princípios e papeis no curso da luta contemporânea pelo socialismo, e no curso da vida política concreta do país.

Quando renovamos a Política de Quadros, afirmamos que o drama é como encontrar o caminho concreto para a acumulação de forças com sentido revolucionário, no rumo programático. Tudo pelo movimento de acumulação de forças ou tudo pelos princípios não levam àquele porto. Não nos refugiamos em montanhas escarpadas para resistir, e esperar a luta em melhores condições; tampouco consideramos que o movimento é tudo, expresso em curtoprazismo, atalhos pragmáticos, praticismo desenfreado, tudo sem perspectiva estratégica. Não: o movimento é para acumular forças para objetivos superiores, no rumo programático. Atuamos sim no vale em meio a forças mais largas para enfrentar as forças mais poderosas da humanidade – o imperialismo, o capitalismo, o poderio do sistema financeiro – mas pretendemos caminhar nesse caminho não tangidos pelo “rumo natural”, e sim vincar a corrente dos comunistas, ter partido, programa e estratégias maduros, intervenção e influência políticas crescentes, projetos que se apresentem como alternativa política avançada para a sociedade, constituir força organizada autônoma para sustentá-los.

Ou seja, uma teoria e identidade definidas: socialista, programática e politicamente, comunista quanto à ideologia e caráter do partido; ideias, programa e estratégia claros como um partido crítico da realidade capitalista; habilidade e flexibilidade tática; e, acrescente-se, a condição de partido militante, organizado, unido: essas são e devem ser cada vez mais as marcas do PCdoB. Só o PCdoB pode ostentá-las em conjunto hoje no país.

Foi essa a elaboração feita no último período acerca dos desafios presentes para a construção de uma força de fato revolucionária, classista, abnegada e disciplinada. Não têm sido poucos os obstáculos de toda ordem: ideológica, organizativa, material, de pressões pragmáticas… Nunca escondemos os riscos das opções políticas feitas; ao contrário, a linha traçada explicita-os e aponta para combatê-los. Estamos progredindo nessa batalha.

Em especial nos últimos anos, vimos dando um salto na compreensão de que a luta política e a construção partidária são indissociáveis. Política e organização, organização e política, uma a serviço da outra. A política nos organiza mas não espontaneamente. Organizar-se para a luta política, sim, mas compreendendo que é com a organização que se pode materializar a orientação política. E uma das essências da organização, central mesmo na operação concreta, são os quadros – dirigir cada vez mais e melhor a construção do partido por meio da política de quadros.

Precisamos forjar os integrantes dos órgãos de direção e a nova geração de quadros que vamos formando, nessa perspectiva estratégica e partidista como também em consonância com a linha política e político-organizativa.

Walter Sorrentino 11/7/2011

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China: A epopeia do século 21

Posted by waltersorrentino on 20th julho 2011

Comemoração dos 90 anos do PC Chines

Comemoração dos 90 anos do PC Chines

Todos que pensam o futuro do mundo e da humanidade não deixam de se impressionar com a moderna China dos albores deste novo século .

A bem dizer, a saga que se acelerou desde 1978, com a política de “reforma e abertura” para relançar o socialismo com peculiaridades chinesas, tem antecedentes remotos na Guerra do Ópio, nos anos 1840, movida pela Grã Bretanha.  A ação foi a cabeça de ponte para um dos períodos mais humilhantes da milenar China. Na reação a esse estado de coisas, a colonização, invasões estrangeiras, fragmentação da nação, o povo soube se unir, pôr-se de pé, retomar a marcha da vitalização chinesa.

Foram 170 anos desde então. Em 1921, surge o Partido Comunista da China, PCCh. Ele se demonstrou o maior e melhor intérprete e condutor dessa saga que hoje assombra o mundo e escreve nova página da histórica contenda capitalismo e socialismo, o horizonte e fronteira de nossa época.

É de grande valor conhecer o texto abaixo, o discurso de Hu Jin Tao, presidente da China e do PCCh, por ocasião dos 90 anos do Partido. Num notável e já tradicional poder de síntese, quando se trata de chineses, denotando enorme descortino e lucidez histórica, Hu Jin Tao extrai as muitas lições do passado e presente para desvendar caminhos para o futuro da nação chinesa. Não quero destacar este ou aquele aspecto: é um todo orgânico, de grande maturidade e senso estratégico do PCCh e seus dirigentes.

Hu Jin Tao é da terceira geração moderna dos dirigentes da China e do partido. Conforme a moderna institucionalidade democrática vigente está abrindo seu último período de mandato. É a hora em que começa a sintetizar o legado de seus período e sua liderança à frente da nação e do partido. Também por isso o interesse no texto. Chamou-me a atenção – mais uma vez – a enorme clareza da necessidade de “sistematizar teoricamente a experiência do socialismo com peculiaridades chinesas”, a firme manutenção dos compromissos e papeis fundamentais do PCCh ao lado da renovação avançada que estão promovendo no partido e Estado chinês, e mais: a frontalidade com que explicitam e combatem as contradições próprias da fase primária do socialismo na sociedade e no próprio partido. Opções política, mesmo justas, implicam riscos e custos; o bom estrategista os levam em conta.

As nações não são como pessoas. Estas só muito parcialmente podem ser compreendidas pelo que dizem ou pensam de si próprias; as nações produzem sua história concreta, inclusive seus mitos, camada por camada, por séculos se sobrepondo. Compreender as nações é impossível sem a síntese de seus mais maduros intérpretes. Nisso os chineses são insuperáveis.

Indo mais longe no texto, o leitor se interpela: como foi gestada a política de reforma e abertura, como se forjou a unidade no PCCh em torno desse rumo, sob a liderança de Deng Xiao Ping que havia sido preso por duas vezes pelo próprio regime? Um livro destacado para essa compreensão é de Michael Marty, uma impressionante compilação de fatos, informações e análises sobre aquele tormentoso período após a morte de Mao Zedong, em 1976, até a 3ª sessão do Comitê Central do XI congresso, quando se lança a “reforma e abertura para um socialismo com peculiaridades chinesas”. É a história do pensamento e ação de Deng, cujo resultado foi salvar o socialismo e a China, lançá-la à frente, revitalizá-la. Ele e o partido venceram, mais uma vez.

Armand Hammer, norte-americano descendente de judeus russos e cujo pai foi médico e comunista, foi um autêntico magnata norte-americano. Escreveu suas memórias, de forma viva e brilhante, que passeia pelo século 20: Um comunista em Moscou. O título deriva de ter sido o primeiro capitalista a investir na Rússia no tempo da NEP, a nova política econômica implantada por Lênin para salvar a revolução soviética. Para Hammer, os maiores líderes de seu século, com quem conviveu diretamente e forjou laços de respeito e amizade, foram Lênin e Roosevelt. E ele afirma: o homem mais inteligente que conheceu foi Deng Xiao Ping, referindo-se a como esse líder abriu caminho à vitalização chinesa.

O texto que vai postado e os livros mencionados são não apenas de enorme importância, como também um luxo para a mente. Ajudam a compreender o mundo e o papel da nova China nele.

Integra_discurso_HuJintao_90Anos_PCC

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Premência mundial de Partidos Leninistas

Posted by waltersorrentino on 12th julho 2011

Intervenção no Encontro sobre Questões de Partido no Rio Grande do Sul

*Por José Vieira Loguercio

Lenin, aquarela sobre papel por Henrique Lima de Maceió - AL, em 1992 para João Amazonas

Lenin, aquarela sobre papel por Henrique Lima de Maceió - AL, em 1992 para João Amazonas

Em outra ocasião afirmei que “o bolchevismo é russo e o leninismo é universal”. Pretendia então destacar que o Partido no Brasil tinha que ter a cara e o jeito do povo brasileiro. Agora, pretendo destacar a premência de Partidos Leninistas em todas as nações do planeta.

Estimulou-me a esta constatação, uma genial carta de Engels e vou me valer dela para provar a atualidade do conteúdo essencial de um Partido leninista, que vale para todos os lugares.

Afirma Engels: “Passa-se com os reflexos econômicos, políticos e outros inteiramente como com os no olho humano: atravessam uma lente convergente e apresentam-se, portanto, invertidos, de cabeça para baixo. Só que o dispositivo nervoso que os põe novamente em pé para a representação, falta”. E acrescenta: “O homem do mercado de dinheiro vê no movimento da indústria e do mercado mundial, precisamente, apenas no reflexo inversor do mercado de dinheiro e do mercado de valores e, assim, para ele o efeito torna-se causa”.

Disso se conclui que não há espontaneamente dispositivo capaz de impedir que qualquer mulher ou homem examine uma realidade social através do ‘reflexo invertido’; ou seja, de cabeça para baixo. A única maneira de ver a realidade como ela é, é utilizando o dispositivo que foi criado para isso – o marxismo. Mas pela sua própria natureza esse dispositivo só é completo em um Partido. E aqui está a primeira pedra angular do Partido Leninista – a ciência vem “de fora” do movimento espontâneo. Afirma Lênin: “Dissemos que os operários nem sequer podiam ter consciência social-democrata. Esta só podia ser introduzida de fora”.

Portanto, mesmo a classe operária também vê a realidade de maneira invertida e o máximo que pode chegar, espontaneamente, é a consciência de que é uma classe explorada e oprimida, jamais de que á a classe de vanguarda na supressão de todas as classes. Cabe ao Partido, na opinião de Lênin, levar essa teoria à classe. O Partido, dominando o marxismo, é o dispositivo que faz enxergar a realidade como ela é e não pelo seu reflexo invertido.

Afirma Engels: “… por que é que nós lutamos então pela ditadura política do proletariado se o poder político é economicamente impotente? A força (isto é, o poder do Estado) é também uma potência econômica”. E aqui está a segunda pedra angular do partido leninista: levar sua classe e as massas à luta política pelo poder de estado. Todas as demais tarefas têm que servirem a este objetivo.

A base material da sociedade está assentada na divisão social do trabalho. Engels afirmava: “Onde há divisão do trabalho à escala social, há autonomização dos trabalhos parcelares uns face aos outros”. E eis aqui a terceira pedra angular do Partido de tipo leninista. Ouçamos Lênin: “E para ministrar aos operários conhecimentos políticos verdadeiros, vivos, que abarquem todos os aspectos, é necessário que tenhamos ‘homens nossos’, sociais-democratas, em toda parte, em todas as camadas sociais, em todas as posições que permitam conhecer as molas internas do nosso mecanismo estatal. E precisamos destes homens, não só para a propaganda e a agitação, mas ainda, e, sobretudo, para a organização”.

A quarta pedra angular, a quarta pilastra do Partido leninista, é a atividade coordenada e, portanto, com um centro único, deste imenso contingente de mulheres e homens. Sem esta democracia centralizada o dispositivo fica incompleto, não consegue examinar a realidade e atuar sobre ela com a força necessária devido à dispersão. E isto foi comprovado não apenas pelo bolchevismo como pelos demais partidos no século 20 – quando o centro fracassa o contingente se dispersa e, ao revés, quando ele se mantém, atualiza a teoria e, com base nela empreende as novas tarefas, o contingente fica mais amplo e unido.

Adicionando a estas conhecidas quatro características centrais da organização leninista às contribuições de Gramsci sobre hegemonia e bloco histórico e as de Mao sobre o conceito político de povo e as dele e de Ho sobre a questão nacional, temos os aspectos fundamentais dos Partidos Políticos mais indispensáveis e urgentes neste início do século 21. Não pode faltar nenhuma dessas características nem os aportes citados. Entretanto cada Partido em cada nação acrescentará sua particularidade.

Mas porque é tão premente a existência e fortalecimento destes partidos? Porque agora o mundo está dividido politicamente em nações e, com o surgimento do neoliberalismo e questão soberania ou submissão das nações foi para o primeiro plano da luta política em todos os cantos da terra.

Ora, como o século 20 comprovou, a soberania da nação se consolida quando articulada com o aprofundamento da democracia social, o desenvolvimento econômico e a distribuição de renda. Nas nações em que o Estado é hegemonizado por Partidos Políticos leninistas esse processo avança de forma decidida.

Grosso modo as forças que hegemonizam o Estado na Ásia e sul da África, são o capital estatal ou este junto com o capital financeiro; são urgentes partidos leninistas para colocar o capital estatal a serviço da transição ao socialismo e subjugar o capital financeiro (como na China e no Vietnam).

No oriente médio e norte da África situações objetivamente revolucionárias e que por falta de condições subjetivas impossível de se transformarem em revoluções. Essa situação torna premente a existência de Partidos Leninistas para transformar possibilidade em realidade.

No sul e centro da América predomina a dualidade estatal (estado servindo ao povo e ao antipovo) nos quais na maioria dos países os executivos centrais tem à frente blocos progressistas. É premente a necessidade de partidos leninistas que façam os Estados nessa região servirem exclusivamente aos seus povos.

O norte da América, a Europa e o Japão, forças neoliberais (os proprietários do capital produtor de juros) hegemonizam os Estados levando às nações dessa parte a um período prolongado de estagnação e crise econômica. Isto exige partido leninista que combata os proprietários do capital produtor de juros e descortinem uma nova era para cada nação dessas regiões.

Esse pequeno resumo demonstra o quanto é premente em todas as nações dessas regiões a existência de fortes partidos leninistas.

Disso tudo decorre que uma tarefa internacionalista de nosso Partido é ajudar a formar e fortalecer organizações dessa natureza. Mas nossa maior tarefa internacionalista é fazer crescer o PCdoB ressaltando sua identidade e o capacitando no rico processo que vive o povo e a nação brasileira, para a superação dos impasses que ainda freiam seu progresso. Se o PCdoB não cresce deixa de ser leninista porque não poderá estar “em toda parte, em todas as camadas sociais, em todas as posições que permitam conhecer as molas internas de nosso mecanismo estatal”. (Em certas circunstâncias o Partido é pequeno porque as condições não permitem seu crescimento o que não é o caso agora). Fazer crescer o Partido aprimorando sua identidade significa lutar, hoje, pelo socialismo. Pois, como demonstrou o século 20, ele é a superação do capitalismo. Isto significa mais: ser, aqui e agora, comunistas.

José Vieira Loguercio,  é doutor em ciência política. Sua tese foi Globalização e Nação no Século 21, pelo IFCH da UFRS. Membro do Comitê Estadual do PCdoB-RS

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PCdoB: 25 anos de atuação legal

Posted by waltersorrentino on 15th junho 2010

Revista Principios nº 107 maio/junho 2010

Revista Principios nº 107 maio/junho 2010

Liberdade política favorece avanço da luta nacional, popular e democrática.

Este artigo comemorou os 25 anos de atuação legal do PCdoB, e foi escrito para a Revista Princípios em parceria com José Carlos Ruy, meu dileto amigo. É de fato um período auspicioso na vida dos comunistas brasileiros e procuramos retratar algo dessa experiência.

A edição da revista veio à luz ontem e, devido ao compromisso assumido, o artigo só vai publicado hoje no blog. Mas não deixem de ler a revista toda, dedicada ao esporte.

Ah! e comentem o artigo, por favor!

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Transições na vida do PCdoB

Posted by waltersorrentino on 12th janeiro 2010

Saiu a nova PRINCÍPIOS, N. 105, JAN-FEV 2010. 

Veja artigo sobre o 12º Congresso, de minha autoria. Read the rest of this entry »

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Crise do marxismo, segundo o pensamento de João Amazonas

Posted by waltersorrentino on 21st setembro 2009

Em maio de 2005, o IMG-SP convidou-me para proferir palestra sobre esse tema. Transformá-lo neste artigo vai a propósito de servir à difusão do pensamento de Amazonas e estimular a necessidade de aprofundar o exame crítico da experiência socialista.

O propósito é despretensioso – uma modesta resenha. Algumas conclusões alcançadas no contexto dela  são de minha autoria, não sendo matérias de decisão da direção  partidária.  Cumprirá seu objetivo se estimular as novas gerações militantes a ver no pensamento de Amazonas uma fonte seminal de investigação e alento para o projeto estratégico do PCdoB. É a homenagem que podemos prestar à sua memória, aos quatro anos de seu falecimento.

Maio-Junho de 2006.

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