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PCdoB, passado, presente e futuro

Publicado por waltersorrentino em 15/02/2012

O que é o Partido Comunista no Brasil hoje está indelevelmente marcado pelos tormentosos enfrentamentos ideológicos e políticos que levaram à reorganização em fevereiro de 1962, assumindo a legenda PCdoB – dia 18 de fevereiro, amanhã portanto, completam-se 50 anos do evento.

Isso é o que permitiu que, em março próximo, o Partido Comunista do Brasil complete 90 anos ininterruptos de vida, sempre coerente com a causa pela qual nasceu: os direitos do povo trabalhador, a liberdade política, a luta anti-imperialista, pelo socialismo.

No mês de janeiro, João Amazonas, um dos maiores ideólogos da histórica legenda – líder da quarta geração de dirigentes– completaria cem anos de seu nascimento.

Também decisiva foi a decisão revolucionária de lutar pelas liberdades políticas de armas nas mãos, na Guerrilha do Araguaia. A maior ofensiva militar brasileira da segunda metade do século 20 completa em abril 40 anos, tristemente célebre porque se voltou contra um “inimigo interno”, o povo.

Dynéas Aguiar, de longa jornada no outrora PCB e no continuador de suas tradições revolucionárias o PCdoB, completou 80 anos, pelo que recebeu homenagens de seus camaradas. E em fevereiro, Renato Rabelo, presidente nacional, líder da atual geração dirigente do partido, completa 70 anos de vida e lutas.

Sempre se pode alinhar efemérides curiosas. Este não é o caso, porque combina elementos pessoais e coletivos que se fundem num único manancial, o da luta pelo socialismo no Brasil, aos custos de muita dedicação à causa do povo trabalhador e do seu partido político.

É uma saga esta dos comunistas no Brasil. Consciência elevada, coragem, clarividência e determinação política foram fundamentais para legar ao Brasil o mais antigo partido político. É um tributo à causa democrática no país e um alento para a luta social e de ideias que sempre manteve em seus 90 anos.

O melhor de tudo: poderíamos encontrar milhares de quadros que completam em 2012 30 anos de vida. A maior promessa de futuro que pode ter um partido é ostentar a juventude mais politizada e organizada do país, que realimenta com seus quadros a perspectiva de chegar aos 100 anos com um milhão de membros comunistas nas fileiras do PCdoB.

Esse é o PCdoB do presente e do futuro.

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Um comentário para “ PCdoB, passado, presente e futuro ”

  1. Darcy Brasil Rodrigues da Silva Says :

    Bem,Sorrentino, você como alto dirigente do partido tem a obrigação de se referir a ele positivamente.Eu, como ex-militante,que perdi meu passado pessoal por acreditar no partido,tenho o direito de discordar, sobretudo de suas expectativas relativas ao futuro.Lógico que reconheço grandes quadros, em potencial,bem jovens e adoráveis dentro do PCdoB.Mas não foram poucos os oportunistas que,infelizmente,conheci precisamente nessa faixa etária,o que me levou a atentar para o trabalho na frente ideológica, tão zelosamente defendido por Diógenes Arruda,Maurício Grabois,e,por alguém a quem admirava em particular,Rogério Lustosa.Esse rebaixamento ideológico,por mim constatado,encontrou sua justificação teórica em uma suposta distinção entre partido “de quadros” e partido “de massas”. Até então,pelo menos para mim, o Partido Comunista só tinha uma definição conceitual precisa,sendo esta aquela que lhe concedeu Lênin,ou seja, a de ser o partido dos comunistas um partido “de vanguarda”.Nesse sentido, ser vanguarda consiste, resumida e principalmente, em exibir elevados princípios éticos, de solidariedade, de camaradagem, de combatividade.Significa multiplicar exemplos anunciadores de um homem novo no meio do povo, não se aceitando jamais a prática de atitudes que destoem deste perfil.Mas do que o domínio da teoria,dos intrincados e, às vezes, complexos conceitos marxistas-leninistas, do desfrute da simpatia dentro do coletivo (e quantos encantadores e cativantes oportunistas “viajaram” seus projetos pessoais dentro do partido?) um comunista necessita aprender- e o partido tem que educa-lo para isso,envolvendo-o na vida partidária, dando-lhe o senso de sua responsabilidade política e social- a agir como um homem novo,digno, decente,honesto,incorruptível,como alguém que não se fia em avaliações subjetivistas,que não conspire para defender defeitos de supostos amigos,alguém que desenvolva em si,aprendendo a travar a luta ideológica dentro de si mesmo,as qualidades que esperamos que se afirmem no homem do futuro que ele acredita representar.Não se pode ser conivente com desvios de comportamento que firam estes princípios, nem mesmo em nome de um suposto caráter “de massas” condescendente.Não se trata de pretender que sejamos todos espécies de super-humanos ou sobre-humanos.Aliás, o descaso para com a vida pessoal da militância, para com seus problemas existenciais, afetivos, financeiros ou profissionais, sempre me preocupou bastante, tendo-se, a meu ver, perdido valorosos militantes,às vezes, dos mais sensíveis, por conta desta indiferença.Bem, de qualquer forma, trata-se aqui mais de um desabafo, já que, por princípio,deliberei não discutir isso fora deste que agora é somente o seu partido, mas que um dia o tive como meu,nem mesmo com os meus irmãos, que não saberiam hoje responder as causas que me motivaram a escrever esse comentário.Agora,que fique claro que não lhe desconheço, pelo passado que você exibe,assim como ocorre também com homens valorosos,como Jose Reinado,o direito de exibir com orgulho sua titularidade de comunista. Porém,não reconheço igualmente a ninguém, sobretudo na faixa etária a que você se refere com mais ênfase em seu caráter promissor, a pretensão arrogante de me destituir igualmente de meu orgulho, principalmente se vindo de alguém que não suportaria passar pelas metades das dificuldades que me sobrevieram pelo fato de ser um militante comunista.

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