Os que vêm, os que vão, os que voltam
Publicado por waltersorrentino em 01/08/2011
Alguns vão, é da vida (e sobretudo da luta, dilemas de consciência) de qualquer partido e seus integrantes. Política é atividade conflitiva, por natureza. No caso dos comunistas, envolve convicções e motivações: se escasseiam, ou se prevalece a angústia com o futuro pessoal posto acima de tudo, é inevitável a separação, tanto quanto possível não litigiosa. É uma marca do tempo.
Isso vai a propósito de comunicado de desligamento recente de um deputado do Rio de Janeiro e outro da Bahia. São poucos os que vão, mas o lamentamos. Quisera que ponderassem mais as vicissitudes que os levam a tal atitude extrema, rompendo com trajetória, identidade e bases sociais determinadas.
Para cada um que se vai, neste momento milhares afluem ao PCdoB. Também é marca do tempo: um partido que abre as portas para o povo trabalhador e líderes da sociedade. Partido que tem ideias, estratégia definida, projeto político único democraticamente estabelecido e uma conformação organizativa definida. Partido que pode assumir compromissos claros com os que vão caminhar juntos para fortalecer a legenda. Onde cada um somos parte de um todo.
Pouco refletido, no entanto, é outro fenômeno de grande significado. Diversos dos que se foram voltam, em medida nada desprezível. Sentiram o “mercado” político-partidário hostil, carregado de concorrências pragmáticas, busca de poder sem ideias, legendas sem identidades definidas ou coerentes em cada parte do país. O PCdoB permanece um porto seguro e coerente, parecem dizer, e sua vida política interna é formativa.
Por isso, ao lamentar a saída de quem quer que seja, saudamos os que voltam. Euler Ivo e toda sua forte corrente de quadros de massas retempera o partido em Goiás. O ex-vereador Paulo Fonteles e a ex-deputada Sandra Batista se reintegram no Pará. No Amazonas retorna Dora. Em Santa Catarina e Rondônia há sinais no mesmo rumo. Em São Paulo foram vários exemplos de quadros expressivos com Djalma Batigalhia, entre outros, nos últimos anos.
Há fenômenos que não se medem pelo aspecto quantitativo; este é um deles, a nos mostrar a paciência e perseverança política a manter perante os conflitos dos quadros, e a demonstrar a eles que às vezes é preciso “dar tempo” e não perder a perspectiva para que as coisas se assentem em torno de um projeto político coletivo.

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03/08/2011 às 17:12
Ìmportante reflexão caro Walter, festejamos as vindas e lamentamos as emigrações. Este momento, no entanto, para o nosso Partido é mais, muito mais de festas. Podemos creditar aos acertos do nosso comando coletivo tendo á frente camaradas como Renato Rabelo e Walter Sorrentino, combinado com uma conjuntura nacional que também o PCdoB ajudou a construir.
O Partido no Maranhão, presidido pelo camarada Flávio Dino soma-se a esse bom momento nacional e aproveitamos para anunciar dentre muistos retornos e novas aquisições a filiação do ex-deputado Luiz Pedro já acertada e aguardando oportunidade para um ato público.
Abraços!