Domingueiras
Publicado por waltersorrentino em 31/07/2011
Keynesianismo de fancaria
A evolução da dívida dos EUA de novo salto neste mais de um ano de governo Obama. Mantega, com razão, diz que a culpa não é do governo Obama, mas da herança inelutável recebida dos republicanos. Mesmo assim, a origem do crescimento da dívida é a expansão fiscal para estimular o crescimento econômico após a crise de 2008. A questão, nos EUA e na Europa, foi a injeção maciça de recursos do governo nas instituições financeiras. É um keynesianismo de fancaria. Os juros à banca foram praticamente zero; a Portugal e Grécia são da ordem de 5%.
Quanto aos papeis do governo dos EUA, refúgio seguro para reservas internacionais até este momento e ameaçado pelo impensável default, o Brasil é o 6º país que mais detém títulos, com 210 bi de reais. Só é superado pela China, Japão, Reino Unido, Coreia e Filipinas, nessa ordem.
Os EUA tem um orçamento de 3,7 trilhões de dólares, dos quais a defesa surrupia 19,27%, só atrás de saúde (22,62%) e seguridade social (20,04%). Serviço da dívida: 6,31%. A única superpotência do mundo impõe guerras a povos e nações, e aumenta sua própria fragilidade pela disfuncionalidade econômica.
New Deal: marca brasileira
Keynesianismo mesmo foi o New Deal, que levou à recuperação da economia dos EUA com pesado investimento do Estado em obras públicas e controle de preços. Quem diria que Roosevelt, em 27 de novembro de 1936, despedindo-se de Vargas durante visita ao Rio de Janeiro, afirmou: “Duas pessoas inventaram o New Deal: o presidente do Brasil e o preisdentes dos Estados Unidos”.
Brasil: crescimento sem inflação
CMN de fato assumiu condições avançadas para lidar com a especulação dos derivativos que vulnerabilizam o câmbio e a economia nacional.
O ministro Mantega vai ao ponto: “O país não pode ficar para trás na disputa cambial”. “Vamos procurar preservar o crescimento (com o compromisso do controle da inflação).
Diz Amir Khair, em OESP hoje: “A presidente deve pôr o mercado financeiro e o BC a favor da economia e da sociedade… Cabe ao CMN o comando da economia, porque é falsa a questão da independência operacional do BC (ele é dependente do mercado financeiro”.
Vinicius torre Freire analisa que a intervenção no mercado de derivativos cambniais é “a mais importante medida do setor desde 1999, quando o câmbio deixou de ser quase fixo para se tornar mais ou menos flutuante”. Para ele o ativismo heterodoxo de Dilma levou o regime de política econômica “para outro planeta: acidentalmente desde Lula 2, programaticamente sob Dilma 1”. “Um malabarismo notável”.
Enquanto isso a oposição “dobra a aposta” no sentido contrário. Afonso Celso Pastore: “O Brasil pode colocar band-aids no câmbio, mas isso não cura a hemorragia… há uma única grifo meu) combinação de instrumento de política econômica que teria eficácia muito maior nesse caso, que é uma política fiscal suficientemente contracionista, fazendo com que ocorra uma contração forte da demanda agregada”. Em suma: o pais não pode crescer tanto. Foi o projeto derrotado em três eleições presidenciais consecutivas.
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Jean Ziegler, sociólogo e político suíço: “Não podemos tratar Breivik como louco. O discurso racista e xenófobo é inimigo da humanidade. O extremismo é uma peste”.
Indagado sobre como promover a convivência social com respeito à diversidade , declarou: “Não posso pensar em modelo mais exemplar que o Brasil”.
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Desonesta historicamente e provocadora a menção de Elio Gaspari ao PCdoB no Araguaia. Como sempre.

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31/07/2011 às 14:24
Helio Gaspari faz uma provocação desnecessaria e descabida ao PCdoB, com intuito apenas de vender jornal, derrespeiando todo o histórico em que se deu a luta por democracia no nosso país. Me pareceu apenas um “engraçadinho” porta voz do PIG (Partido da Imprensa Golpista) querendo ficar bem na fita.