Contradições de um modelo econômico
Publicado por waltersorrentino em 10/06/2011
Disfunções político-econômicas.
O COPOM subiu os juros. Só dez países, entre 40, estão com juros positivos. No Brasil, o campeão, eles são em termos reais mais de 400% maiores que o segundo colocado, Chile. O país gasta 5,6% do PIB de juros, enquanto se quer elevar a taxa de investimentos para o desenvolvimento dos atuais 18 e pico percentuais para 23%. Contradições inerentes de um “modelo” econômico. Amir Khair hoje no Estadão mostra o custo dessa disfunção em termos da pressão sobre o desenvolvimento, a desindustrialização, os défices fiscais e o rombo nas contas externas.
Em suma: a questão dos juros é o maior desequilíbrio macroeconômico do país. O mais grave, porém, é a tônica política ditada pelos interesses do sistema financeiro nativo e internacional. São os que lucram com o financiamento da dívida pública e ganham um porto seguro para a lucratividade da avalanche de capitais mundial, ditada pelas políticas monetárias frouxíssimas dos EUA. Todos eles querem mais sangue; o governo ainda dá carne para as feras.

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