Brasil na cena em três atos
Publicado por waltersorrentino em 10/06/2011
Três fatos marcantes da posição brasileira na cena internacional.
Dilma foi a primeira presidente sul-americana a receber Ollanta Humala, novo presidente do Peru. É um trunfo para ambos os países. Colheu de Humala a brilhante declaração de que o objetivo “é a abertura do mercado brasileiro… o que seria tão importante quanto um pacto de livre comércio com os EUA”.
A decisão do Supremo sobre o caso Battisti mostrou a correção da atitude tomada pelo presidente Lula em não conceder a extradição. “O presidente é soberano para definir os rumos das relações diplomáticas”. A medida atesta o sentido democrático e humanitário da tradição diplomática brasileira. Mais que isso: o país se deu ao respeito. Curioso que para a oposição o Brasil tomar decisões soberanas é motivo de ataques ao governo. Só assim será respeitado, sendo que em matéria democrática não há o que contestar nas posições brasileiras.
Resta a questão da Síria. O Brasil apoiou as sanções ao líder Kadafi no Conselho de Segurança da ONU, mas se absteve na resolução que estabeleceu a zona de exclusão aérea e bombardeios contra aquele país. Esteve nesse segundo caso ao lado de China, Índia, Rússia e Alemanha. Agora o chanceler Patriota caminha para negar voto a resolução aparentada contra o líder Assad na Síria. Até o momento, China, Rússia e Líbano estão nessa posição mas Índia tende a segui-la . Falta só a África do Sul para unificar os BRICS. A ideia de Patriota é prestar atenção à perspectiva dos árabes, principalmente o Lìbano, porque “a última coisa que gostaríamos é contribuir para exacerbar as tensões no que pode ser considerada uma das regiões mais tensas do mundo”. Em tempo: a colônia sírio-libanesa no Brasil é imensa e com grande participação no cenário político nacional.

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